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O prazer em existir sem a droga…

Por Webtra Tecnologia em 8/01/2013 arquivado na categoria Blog

O uso de substancias psicoativas é um fenômeno que ocorre em todas as sociedades, podendo trazer danos nos mais diversos contextos.

A sociedade atual, caracterizada fundamentalmente pelo consumismo, não permite espaço para a falta. Frustrações e tensões decorrentes de conflitos existenciais não são suportadas, buscando-se o prazer e o alívio imediato.

Esses fatores contribuem para o aumento no consumo de substancias psicoativas e de outros comportamentos com padrão repetitivo e compulsivo como tentativa de diminuir ou impedir o sofrimento e a angústia.

A droga parece transportar-nos a uma situação de prazer, onde os problemas, as dores e as limitações desaparecem.

Na dependência química, o sujeito possui dificuldade em lidar com a realidade, criando uma espécie de mundo paralelo, na tentativa de amenização do conflito psíquico e tamponamento da falta.

Enquanto sob efeito da droga, a sensação de bem estar e ausência de problemas parece infinita. O problema é que isso tudo passa quando finda a ação química da mesma. Aí, o mal estar aparece ainda mais intenso, denunciando que a sensação de plenitude não passa de uma ilusão momentânea.

Junto com o mal estar, vem a ânsia por mais droga, recomeçando o circuito de repetição compulsiva.

No atendimento a pessoas dependentes de substancias psicoativas, incluindo substancias lícitas e ilícitas, observamos intenso sentimento de desespero e perda do controle da própria vida.

Geralmente, quando a pessoa busca por ajuda, já vivenciou inúmeras perdas, seja familiar, financeira, nas relações interpessoais…

Relatos de sentimento de vazio, falta de capacidade de gerir a própria vida de forma funcional, dificuldade em manter relacionamentos saudáveis e em administrar as emoções são frequentes.

O mais importante no processo psicoterapêutico não é a substancia em si, mas sim o lugar que esta ocupa para o sujeito, o sentido desta em sua vida.

A psicoterapia abre a possibilidade do sujeito elaborar seus conflitos internos e de potencializar seus recursos possibilitando maior habilidade em lidar consigo mesmo e suas questões existenciais, diminuindo então, a necessidade em buscar o uso da droga como alternativa para o existir.

O ser humano é capaz, cada um da sua forma, ao seu tempo, de fazer novas escolhas e transformar sua experiência de existir em algo mais saudável e mais feliz.