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Aleitamento materno

Publicado dia 8 Janeiro 2013

Amamentação - Espaço Terapêutico Viver Bem O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento saudável de uma criança e envolve, além de aspectos biológicos, aspectos psíquicos, subjetivos e emocionais.

A amamentação não assegura um bebê saudável do ponto de vista psíquico se este momento não estiver sendo vivenciado com amor, envolvimento, aconchego, acolhimento entre mãe e filho…

A motivação para escrever sobre este assunto surgiu com o caso de uma jovem mãe de 32 anos.

Beatriz * conta, com dificuldade, a culpa que vinha sentindo por não ter amamentado a filha pelo tempo que gostaria.

Frustração, incapacidade, baixa autoestima, distanciamento da filha…

Para ela o fato de não ter amamentado estava funcionando como um atestado de incapacidade de ser uma boa mãe…

Não sendo uma boa mãe, ela não deveria estar tão próxima da filha…

A situação de Beatriz não é um caso isolado. Muitas são as mulheres que experimentam sensações semelhantes. Isso se deve principalmente ao fato de culturalmente o aleitamento materno estar associado à imagem de uma boa maternagem.

Com isso, a pressão e as expectativas criadas acabam muitas vezes dificultando a amamentação uma vez que muitas mulheres passam a se sentir obrigadas a cumprir um papel estabelecido e consequentemente fracassadas ao não conseguirem. O medo do fracasso acaba contribuindo para que este de fato ocorra ou para gerar maior sofrimento psíquico quando, por algum motivo, a mãe não pode ou não consegue amamentar. As consequências negativas são para mãe e filho…

Será que o fato de não poder ou não conseguir amamentar faz que uma mulher não seja uma boa mãe? Será que a mulher que amamenta seu filho de forma completamente fria e distante emocionalmente é melhor ou mais capaz do que a mulher que nutre seu filho com uma mamadeira de forma amorosa e cuidadosa? O que faz da mulher uma boa mãe? Essas são algumas das perguntas que devemos nos fazer.

Do ponto de vista psicológico não importa se a amamentação é realizada através do seio ou da mamadeira. O que importa é a qualidade da relação estabelecida entre a mãe e a criança, a presença do corpo da mãe, o olhar da mãe para o bebê, o afeto envolvido.

Desta forma, a representação simbólica e imaginária do ser uma boa mãe atrelada à imposição da amamentação podem trazer inúmeras repercussões psíquicas.

Desconstruir a crença de que não poder ou não conseguir amamentar significa não ser uma boa mãe certamente contribuirá para relações mais saudáveis entre mães e filhos.

* Nome fictício

Por: Ananda de Moura Resende

Psicóloga CRP 05/35813 Coordenadora Caps Ad Macaé Diretora/Responsável Técnica Viver Bem Espaço Terapêutico

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Ananda Moura Resende

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